Lembro que vi esse vídeo apenas uma vez na TV brasileira, num programa de clipes pré-MTV. Achei tão engraçado que nunca mais esqueci. E agora vejo de novo, 20 anos depois, no You Tube. A cantora neozelandesa Collette regravou o hit disco Ring My Bell, de Anita Ward, e por incrível que pareça se deu bem. Chegou ao quinto lugar na Austrália, quarto na Nova Zelãndia e foi número 93 na Inglaterra. Muito muito bom, ainda mais para um cover. Depois gravou mais duas músicas de relativo sucesso e se afastou das cameras. Hoje atua como estilista e maquiadora e também trabalha como voluntária num zoológico de Sidney, Australia. O clipe de Ring My Bell é puro final dos 80, com cores vibrantes e malhas muito apertadas no corpo escultural de Collette, que tinha 21 anos na época.
Por incrível que pareça isso já aconteceu. Foi em 1991, quando a cantora interpretou Sooner or Later, canção tema do filme Dick Tracy, que saiu vencedora na noite do Oscar. Sensualissima num vestido branco que homenageava as divas do passado, Madonna, então com 32 anos, vivia o auge da carreira. Loura naquele momento, ela nunca foi linda. Mas era sexy pra caramba. E mostra suas garras nesse vídeo, retirado direto da cerimônia de 19 anos atrás. Um clássico que tem tudo a ver com a festa que acontece hoje a noite.
Essa polêmica já é antiga: fotos que são exaustivamente retocadas no photoshop mostram uma pessoa ideal, e não aquela que é vista nas ruas. No caso de Madonna, sinceramente, nem acho que o photoshop atuou tanto assim. Numa forma impressionante aos 51 anos, a diva pop precisou ter seus músculos suavizados na capa da Vanity Fair. Sem citar nomes, já fiz isso com uma famosa brasileira tempos atrás numa famosa revista masculina. Não vejo nada demais. O que me impressionou um pouco foram os cliques para a Louis Vutton. Nelas, Madonna aparece um tanto enrugada. Talvez tenha sido a posição do rosto, quando papadas e outras marcas aparecem. Mas de um modo geral a Rainha do Pop continua muito bem, obrigada.
Sucesso nos anos 80 com o trio Bananarama, Venus originalmente foi lançado pelo grupo holandês Shocking Blue em 1970. A versão original, mistura de folk e dance, é gostosíssima de ouvir e dançar. Sensual, mostra a vocalista Mariska Veres em grande forma em todos os sentidos. Como gosto dos anos 70! Ali acho que as coisas tavam num ponto ótimo, e servem de base para muitas manifestações culturais de agora. O Shocking Blue fez muito sucesso nos Estados Unidos, Europa e Japão. Teve a canção Love Buzz regravada pelo Nirvana nos anos 90. Durou sete anos e deixou um legado sensacional. She´s got it, you babe she´s got it!
Continuar no topo após mais de 20 anos de carreira não é pra qualquer um. Ou uma. Madonna é uma artista de exceção. Sou fã de primeira hora. Quando ela lançou Borderline, em 84, fiquei apaixonado. E passei a colecionar tudo o que aquela cantora safadinha dos anos 80 lançava. Apareceu vestida de noiva em Like a Virgin, de uma de Marilyn em Material Girl e cortou o cabelo, pra minha tristeza, em Papa Don´t Preach. Madonna tinha uma energia sexual impressionante. Nunca foi linda, mas era safada. Tinha o corpo roliço, durinho, que se tornou a fantasia de milhares de adolescentes no mundo inteiro. Fui muito fã dela até o CD Erotica, de 92. Adorei quando ela deu uma de sadomasô e saiu chutando o balde. Depois fui desencanando. Claro que continuo admirando seu trabalho, é admirável o sucesso que ela continua fazendo aos 51 anos. Mas não gosto do seu visual atual, muito malhado, e achei seu último CD fraco. Escutei a música nova, Celebration, uma das inéditas do novo CD homônimo. Achei muito boa, com remixes vai ficar ótima em pistas de dança. Vendo esse promo do novo trabalho me deu uma saudade da Madonna dos anos 80, safadinha safadinha…
Sábado fui na badalada festa Moo, nas Casas Franklin (Rio), pela primeira vez. Ouvi tanto falar que achei que iria num superevento. A festa é bem produzida, tinha globais por lá… e daí? No título da festa, Discoland, é prometido música disco, que não ouvi. Apenas Don´t Stop Til Get Enough (79), de Michael Jackson. O jogo de luzes é bacanérrimo, os bares estavam organizados. Mas falta um algo mais. Falta uma animação, não sei explicar. Ano passado fui na festa da grife 284, da Daslu, no Claro Rio Summer. Ali sim foi uma festa ótima. A de sábado foi ok. E senti falta dos hits disco. Claro que não esperava ouvir as versões originais. Queria remixes, revisitações. Fiquei querendo. Mas valeu. Cada vez menos vou dar bola pra esses comentários de que existem festas incríveis, fantásticas e extraordinárias no Rio de Janeiro. Aqui posto um hit disco por excelência, Xanadu, com Olivia Newton-John.
Sou fã da cantora nigeriana Sade. Ela anda sumida (seu último CD de estúdio foi Lovers Rock, em 2000), mas suas canções são eternas. Posto Paradise, tema da vilã Maria de Fatima na inesquecível Vale Tudo. Ouvir a canção me remete a novela, a melhor da história. Lançada em 88, Paradise chegou ao primeiro lugar na parada Black, ao número 16 no Hot 100 e 21 na parada dance da Billboard. Muito bom! Com Paradise, encerro o primeiro Top 10 do www.iloveblog.com.br. Já já tem mais.
A versão de 2003, com o No Doubt num clipe dirigido por David LaChapelle, foi o grande papão do MTV Music Awards 2004. Levou os prêmios de melhor vídeo de grupo, melhor vídeo pop e melhor cinematografia. Merece. O clima remete aos filmes hollywoodianos dos anos 30 e 40. Gwen Stefani parece a deusa platinada dos anos 30 Jean Harlow. Ela faz uma mulher fatal que seduz e mata seus pretendentes. Tudo na visão fantasiosa de LaChapelle. Sensacional! O single, uma regravação do sucesso de 84 do grupo Talk Talk, foi bem nas paradas. Chegou ao Top 10 americano em 2004. Muito bom para um cover.
Paula Toller tinha que marcar presença no Top 10. Minha cantora brasileira favorita lançou o DVD Nosso no fim do ano passado, e essa música faz parte do repertório. Vi o show algumas vezes. Paula está cada vez melhor. Talvez a única estrela que traz glamour de verdade ao cenário pop nacional, ela ousa em seus shows com canções novas e diferentes. Sem contar que continua maravilhosa aos 46 anos. Fico feliz de poder ver alguém assim no Brasil. Sinceramente não entendo essa postura de que é legal ser largada, desarrumada. Claro que Paula deu sorte de nascer linda. Mas ela também ajuda bastante se cuidando e cuidando da voz, claro. Porque ser bonita só também não basta.
A partir de hoje vou postar músicas que fazem parte do meu Top 10 de todos os tempos. Pra abrir os trabalhos, Heart of Glass, do Blondie. O clipe, gravado no histórico Studio 54 em 1979, serviu de inspiração para o ensaio de estréia do meu site www.ilovegirls.com.br nas fotos com Livia Senatore, a nova Pegadora do programa do Multishow. Os globos de vidro, a atitude blasé de Debbie Harry, a melodia que gruda nos ouvidos. Heart of Glass foi um dos grandes hits da Disco. Chegou ao primeiro lugar nos Estados Unidos e Reino Unido, e popularizou o Blondie no mundo inteiro. Escuto essa música há muitos anos e gosto cada vez mais. Como Debbie era linda! Admito que para mim é importante que um videoclipe tenha glamour, beleza. E isso Heart of Glass tem de sobra.