Um dos meus grupos favoritos vai se reunir após anos separado: o Roxy Music! Ícone do glam rock, revelou Bryan Ferry, um dos cantores mais sofisticados da cena pop. Adoro o som, as roupas, a proposta do Roxy. Bem diferente dessa mesmice que reina hoje. Eles casaram visual e som bem antes do surgimento da MTV. Não foi a toa que Bryan emplacou clipes históricos na emissora como Slave To Love e Don´t Stop The Dance. Hoje posto Remake/Remodel, bem do início da carreira do grupo, lançada em 72, antes de eu nascer! Adoro muito muito muito!
Lembro que vi esse vídeo apenas uma vez na TV brasileira, num programa de clipes pré-MTV. Achei tão engraçado que nunca mais esqueci. E agora vejo de novo, 20 anos depois, no You Tube. A cantora neozelandesa Collette regravou o hit disco Ring My Bell, de Anita Ward, e por incrível que pareça se deu bem. Chegou ao quinto lugar na Austrália, quarto na Nova Zelãndia e foi número 93 na Inglaterra. Muito muito bom, ainda mais para um cover. Depois gravou mais duas músicas de relativo sucesso e se afastou das cameras. Hoje atua como estilista e maquiadora e também trabalha como voluntária num zoológico de Sidney, Australia. O clipe de Ring My Bell é puro final dos 80, com cores vibrantes e malhas muito apertadas no corpo escultural de Collette, que tinha 21 anos na época.
Única música do Van Halen a chegar ao primeiro lugar da Billboard, Jump é um clássico absoluto. Basta ouvir os primeiros acordes que, pronto, já se reconhece a música. Ouvi pela primeira vez na época do estouro, em 84. O clipe passava direto e a música tocava o dia inteiro no rádio. O musical, dirigido pelo vocalista David Lee Roth, é de uma simplicidade tocante. Apenas os músicos atuando num palco. O carisma do grupo e a música irresistível seguram bem a onda. 1984, o LP de onde veio Jump, vendeu 12 milhões de cópias, a melhor marca do Van Halen. Logo depois desse sucesso estrondoso, Lee Roth saiu do grupo, voltando apenas em 2007. Se eles vierem ao Brasil vou assistir amarradão!
Lembro dele dos anos 80, com os sucessos You Spin Me Round e Come Home With Me Baby. Uma figura típica da época. Nesse mundo meio careta de hoje não sei se teria espaço. Inglês, hoje com 50 anos, é um dos popstars mais excêntricos que já apareceram no mundo pop. Estourou em 85 com a já citada You Spin Me Round, mas só conseguiu chegar ao número um da parada dance americana em 89, com Come Home With Me Baby. Sua aparência exótica foi mudando através dos anos. Sempre andrógino, acusou Boy George de imitá-lo no começo da carreira. De apenas cabelo comprido e maquiagem ele ganhou uma boca indiscreta, nariz fininho, múltiplas tatuagens e vários outros retoques. Ficou até parecido com a Cher. Recentemente participou do Big Brother Celebrities britânico. Deve ter sido muito engraçado. Aqui material para relembrar/conhecer essa figura peculiar.
Parabéns Unidos da Tijuca pelo merecidíssimo título. Fazia tempo que Paulo Barros deveria ter seu nome entre os campeões do Carnaval do Rio. Nessa ‘quinta de cinzas’ posto uma música que fala sobre um antigo hábito, hoje proibido, do Carnaval: o Lança Perfume. Sucesso nacional de Rita Lee, a música virou um clássico do rock nacional. Esse clipe de lançamento, que mostrava a nascente moda dos patins, foi exibido há exatos 30 anos no Fantástico. Muito legal ver Rita novinha, gatinha. Quanto mais o tempo passa, mais vejo que o mundo pouco muda, hahahahaa… Aqui a delícia Lança Perfume.
O megahit do INXS foi um dos mais tocados no começo da MTV Brasil, há exatos 20 anos. Passava direto. O nome da música é inspirada numa tintura de cabelos dos anos 40. Tanto é que as louras do vídeo, ao menos parecem, não eram naturais. Suicide Blonde foi um sucesso mundial. Chegou ao primeiro lugar na parada da Nova Zelândia, ao segundo na australiana e ao número 9 no Hot 100 da Billboard. Michael Hutchence, o vocalista do INXS, na época virou símbolo sexual. Namorou musas como Elle McPherson, Kylie Minogue e Helena Christensen. Em 22 de novembro de 1997, aos 37 anos, apareceu morto num quarto de hotel em circunstâncias que podem levar a interpretação de suícidio. Apesar disso, o INXS continua na ativa e na estrada.
Parece que foi ontem… Quando a gente lê uma notícia dessas vê que tá ficando velho, hehehehehe. Lembro da expectativa pelos shows (diferente de hoje, não era comum estrelas internacionais tocarem no Brasil). Não pude ir, era muito menino (tinha 11 anos) mas acompanhei de perto os shows. Pela televisão, pelo relato de amigos e familiares. Queria ter visto os B52´s, com seus penteados e figurinos excêntricos. Adorava Legal Tender e Private Idaho. Lembro que o dia dos metaleiros foi uma luta pra conseguir ingresso. Quem abriu esse dia (e o festival) foi o sempre incrível Ney Matogrosso. Aqui posto o hit da época, Pro Dia Nascer Feliz, grande sucesso também na voz de Cazuza.
O DJ italiano Bottin (ou Bottinski, como também é conhecido) é um dos discípulos de Giorgio Moroder que vem arrebentando. Suas músicas eletrônicas são inspiradas na onda disco que dominou o mundo no fim dos anos 70 começo dos 80. Além de Moroder, Bottin se inspira em Kebekeletrik, Talking Heads e Level 42, só pra citar alguns clássicos. Bottin andou por aqui no ano passado, fazendo shows em São Paulo e Porto Alegre. Quem sabe ele não aparece por aqui na época do carnaval, hein Arnaldo?! Aqui posto um trecho da gostosa Disco For The Devil.
Com essa frase Ultra Naté chegou ao terceiro lugar na parada dance americana, cantando o hit If You Could Read My Mind, música tema de 54, o filme que homenageou a lendária boate. Estrelado por Ryan Phillipe, Salma Hayek, Neve Campbell e Mike Myers, o filme teve faturamento e cotação apenas razoáveis. Mas vale como registro de uma época que, quanto mais o tempo passa, mais se torna interessante. Parece que o mundo estava feliz ali, apesar da crise do petróleo no fim dos 70 e das costumeiras crises mundiais. Foi a última fase da humanidade sem Aids. A virada dos 70 pros 80 talvez tenha sido a mais dramática dos últimos tempos por conta do surgimento da doença, que quase freou o desenvolvimento humanitário do ocidente. De qualquer maneira, influenciou e muito nos costumes. Aqui uma homenagem aos 70 com a deliciosa If You Could Read My Mind.
Groovejet, sucesso mundial do DJ italiano Spiller na voz da musa Sophie Ellis Baxter, é muito gostoso de ouvir. A música chegou ao primeiro lugar nas paradas britânicas, australianas e italianas, e popularizou o nome de Sophie, que anos mais tarde chegaria ao topo novamente com Murder On The Dancefloor. O clipe é limpo, suave, a voz de Sophie e o balanço fazem embarcar na música. Muito bom mesmo, de excelente gosto. O hit estourou em 2000, mas ouço até hoje e acredito que vá ouvir a vida inteira. Um carinho pros olhos e ouvidos.